terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Por que a criança deve brincar com Materiais não Estruturados?



Os materiais não estruturados, proporcionam a criança um desenvolvimento cognitivo, de coordenação motora ampla e fina, pensamento lógico, onde a imaginação e criatividade criam asas e se tornam mil e uma coisas diferentes.
As atividades que envolvem materiais tipo: garrafas pet, caixas de ovos, caixas de leite, caixas de papelão, tampas de garrafa, entre outros materiais de sucata e os elementos da natureza, eles promovem uma integração entre os atos visuais, motores e cognitivos, onde a criança faz testagens e formula hipóteses, para a utilização do material. A criança passa então, pelo processo de refletir, planejar, formar um objetivo e colocar em prática para transformar os materiais em brinquedos e brincadeiras.
Na exploração de objetos de largo alcance ou não estruturados, não existe o certo ou errado. A experimentação e a descoberta durante a manipulação ativam as conexões cerebrais, pois a criança está num momento de investigação em que as propriedades dos materiais disponibilizados estão sendo pesquisadas pelos pequenos através de suas ações. É como se a criança pequena estivesse em um laboratório multissensorial, onde muitos conceitos estão sendo descobertos e construídos com a utilização de materiais que possuem a capacidade de se transformar de forma diversificada. (MEIRELLES e HORN, 2017, p. 73)
É muito comum ver crianças brincando com pedaços de papelão onde na imaginação delas é um celular, brincando de carrinho com tampinhas de garrafa, fazendo uma garrafa de microfone, fazendo comidinha em tampas de potes ou potes, brincando com pedaços de tecidos onde esses tecidos viram vestidos maravilhosos e capas de super-heróis, vira até tapete mágico, entre outras coisas que elas inventam e ficam maravilhadas brincando por horas. É impressionante como a imaginação da criança flui de forma tão encantadora e ingênua, onde ela consegue transformar uma coisa tão simples em algo fantástico.
Referências
MEIRELLER, Darciana da Silva. HORN, Maria da Graça Souza. O brincar heurístico: uma potente abordagem para a descoberta do mundo.  p. 69 a 83 – Para pensar a educação infantil em tempos de retrocesso: lutamos pela educação infantil. Org. ALBUQUERQUE, Simone de Santos. FELIPE, Jane. CORSO, Luciana Vellinho.  – Porto Alegre: ed. Evangraf. 2017.

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