Paradidáticando
domingo, 30 de agosto de 2020
quinta-feira, 20 de junho de 2019
A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL
A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, sendo um direito de toda a criança, a partir dos 4 anos de idade é obrigatório que toda criança seja matriculada na escola, segundo a “Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) à Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009, que torna obrigatória a oferta gratuita de educação básica a partir dos 4 anos de idade”.[1]
A
escola é uma instituição social, onde ocorrem processos indissociáveis os quais
podemos destacar o cuidar, o educar, o desenvolvimento cognitivo e psicomotor,
tendo como objetivo o desenvolvimento integral da criança, juntamente com a
colaboração de uma família ativa e participativa em todo o processo de
desenvolvimento.
A
escola deve proporcionar um espaço diversificado para a socialização das
crianças, com atividades intelectuais, artísticas, lúdicas, cognitivas e
psicomotoras, visando sempre a construção do conhecimento, que se dá na
participação ativa de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, tais como: pais, professores,
alunos e demais funcionários da escola.
A escola deve ser estruturada considerando o desenvolvimento da faixa etária, respeitando o tempo de aprendizagem de cada um, numa rotina flexível onde o brincar e o lúdico se fazem presentes na sua rotina escolar. A escola se constitui em um ambiente acolhedor, seguro, prazeroso, com espaços e mobiliários adequados, com diversos estímulos, visando o desenvolvimento de todas as potencialidades da criança assim como os valores éticos e morais.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
HQs na sala de aula, uma ferramenta a ser utilizada.
As HQs são uma forma de linguagem acessível e que cativa o
aluno, elas podem ser um dos meios pelo qual o processo de ensino-aprendizagem
do educando se dá. A sua utilização enriquecera
muito o desenvolvimento dos educandos em diversas áreas do conhecimento e na
questão da leitura, pois são uma fonte rica em conteúdos podendo proporcionar
atividades leves e prazerosas, que ajudam a explorar a criatividade e a imaginação
dos alunos, o que ocasionalmente prenderia mais sua atenção e despertar o seu
interesse em ler e aprender...
Confira o texto completo através do site: https://cultdecultura.wordpress.com/publicacoes/
Você pode adquirir o E-book impresso e/ou fazer o download gratuito.
Coordenação Psicomotora segundo Negrine
Segundo Negrine (1987, p. 38),
O termo coordenação pode ser
abordado num sentido lato ou estrito. No sentido lato, refere-se a todo
sincronismo de movimentos realizados pelo corpo com o objetivo de manter o
indivíduo num estado de ajustamento funcional. No sentido estrito, a
coordenação é vista como valência física e, neste caso, representa uma
multiplicidade das mais variadas habilidades corporais.
Quando nos referimos à coordenação
psicomotora como valência física, devemos especificara que habilidades motoras
estamos nos referindo, para se evitar de cair na generalização, que dificultará
o seu entendimento.
É muito comum as pessoas usarem de forma
generalizada a expressão “coordenação”, dizendo que tal pessoa não tem
coordenação motora, Negrine (1987, p. 40), vai nos falar que a
“coordenação psicomotora de cada
indivíduo é resultante do desenvolvimento de habilidades que ele adquire na
relação espontânea de seu corpo com o mundo dos objetos e com o mundo dos
demais. Por outro lado, também é resultante das aprendizagens adquiridas
através do treino de habilidades, em que a escola e, mais especificamente, as
práticas educativas, tem um valor muito significativo.”
Por isso é importante promover estímulos aos
educandos, para que possam se desenvolver deforma integral, segundo Negrine
(1987, p. 40) “Toda experiência vivida corporalmente vai constituindo um
encadeamento de aprendizagens que são computadorizadas ao nível cerebral, em
que cada nova aprendizagem serve de pré-requisito para outras similares ou mais
complexas.” O autor continua, e explica que, “As aprendizagens psicomotoras são
representadas, do ponto de vista educacional, como o ato de fazer, mas a
execução de um gesto qualquer apresenta um componente cognitivo anterior, e é
esse componente que vai facilitar, ou não, a execução deste novo gesto.”
A coordenação psicomotora, no
nosso entender, de um lado se estrutura em função da maturação neurobiológica
progressiva, onde os órgãos sensoriais desempenham um papel importante. De
outro lado, ela está ligada à experiência corporal vivida pelo indivíduo.
(NEGRINE 1987, p. 38)
Segundo Negrine (1987, p. 40),
O corpo é um instrumento do
psíquico, que com este coabita e se integra numa fusão inseparável. Nossa visão
pedagógica da coordenação psicomotora começa no momento em que a consideramos
como sendo resultado desta fusão, sendo sua manifestação funcional e expressiva
determinada pelo desenvolvimento progressivo de habilidades, onde os fatos
ambientais representam o papel mais importante.
REFERÊNCIA
NEGRINI, Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987
Psicomotricidade Relacional
A
Psicomotricidade Relacional tem seu foco voltado para o desenvolvimento do ser
humano, em suas dimensões afetivas, psicossociais e cognitivas, ressaltando as
suas vivencias e experiências. Buscando compreender por meio da observação a
comunicação corporal estabelecida na sessão de psicomotricidade relacional, segundo
Negrine (1995, p. 109), nos fala que a psicomotricidade significa pensar que
mais importante que a criança “saber fazer” ou “saber fazer bem” alguma coisa é
a “tentativa de fazer”; e mais, é a oportunidade de vivenciar diferentes
experiências. O autor nos fala em outra obra (1987, p. 43) que, as habilidades
que uma criança apresenta são resultados das impressões corporais que ela
adquire através das vivências que experimenta, seja através de exercício, seja
através de jogo. A psicomotricidade relacional se caracteriza em desenvolver o
ser humano por meio de sessões de jogos espontâneos, fazendo uma análise do
desenvolvimento psicomotor, com o objetivo de proporcionar um amplo desenvolvimento
de acordo com as necessidades dos indivíduos em atendimento.
De
acordo com Negrine (1995) a educação psicomotora pode ser compreendida como uma
técnica:
A
educação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogos adequados
a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo
estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as
diferenças individuais (o ser é único, diferenciado e especial) e levando a
autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu
potencial. (p. 15).
Diante
da interação da criança com o meio social em que convive, Negrine (1995, p.
23), nos fala que : A criança, por meio da observação, imitação e
experimentação das instruções recebidas de pessoas mais experientes, vivencia
diversas experiências físicas e culturais, construindo, dessa forma, o
conhecimento a respeito do mundo que a cerca.
REFERÊNCIA
NEGRINI,
Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987
_______. Aprendizagem e desenvolvimento infantil:
psicomotricidade: alternativas pedagógicas. Porto alegre: Prodil, 1995.
Equilíbrio Corporal
O equilíbrio corporal, é de extrema para o desenvolvimento da
criança, pois, é uma habilidade que provoca instabilidade e/ou estabilidade no
movimento, mas para realizar tais movimentos de equilíbrio é preciso que o
corpo e a coordenação motora junto com a orientação espacial estejam em um bom
desenvolvimento, para que a criança possa então, conseguir se equilibrar. O
equilíbrio é uma das funções do sistema de controle postural que recebe
influências diretas e indiretas dos sistemas de musculo e esqueléticos.
Segundo
Thompson (2011, p. 82)
O equilíbrio, ligado diretamente
à atividade tônica, constitui um delicado e complexo sistema alimentado por
dados cerebelares, visuais, labirínticos e proprioceptivos, integrados no
tronco cerebral e cerebelo. Se esses aspectos interagem adequadamente, o corpo
é capaz de organizar e reorganizar constantemente o equilíbrio; caso contrário,
ocorrerá bastante insegurança gravitacional tanto em atividades estáticas
quanto dinâmicas.
Segundo Negrine (1987, p.67), entendemos que o
equilíbrio constitui uma valência física com características próprias. Podemos
destacar três tipos de equilíbrio:
- Equilíbrio estático: repouso, quando está parado, inerte ao movimento;
- Equilíbrio dinâmico: movimentos retilíneos e uniformes, este equilíbrio se subdivide em: estável, indiferente e instável.
- estável, pequeno deslocamento e retorno à posição inicial.
- indiferente, permanece em equilíbrio mesmo se deslocando para uma nova posição.
- instável, sai da posição de equilíbrio, e se desequilibra da posição inicial.
O equilíbrio se defini
então, como a habilidade de sustentação do corpo, em sua postura ereta, o corpo
é capaz de controlar e de se moldar a diversas posturas para se deslocar de um
ponto a outro com, rapidez e/ou lentidão, mas sempre com precisão em seus
movimentos. Portanto, é por meio do
equilíbrio que o ser humano consegue se manter de pé, andar, correr, pular e movimentar,
juntamente com as articulações dos membros inferiores e superiores.
Segundo Vayer (1982),
as atividades que favorecem o equilíbrio corporal são,
paralelamente, uma educação do esquema corporal e uma investigação diante da
realidade dos objetos. Elas implicam reflexão sobre si mesmo e a coordenação
das ações num controle postural que não se pode desenvolver, organiza-se,
estrutura-se, senão através da ação vivida. (p. 127)
REFERÊNCIAS
NEGRINI, Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto
Alegre, 1987
THOMPSON,
Rita. Psicomotricidade. Neurociências e desenvolvimento cognitivo. 2°ed. Heber
Maia (org.) – Rio de Janeiro: Wak Editora, 2011. (p. 77 a 84.)
VAYER, Pierre.
A criança diante do mundo. Trad. De Maria Aparecida Pabst. Porto Alegre, Artes
Médicas, 1982.
O Desenvolvimento da Lateralidade!
Lateralidade é a capacidade motora de
percepção integrada de ambos os lados corporais, o direito e o esquerdo. Segundo
Cauduro (2002, p. 62), nos fala que “(psicomotricidade) emerge do papel da
lateralização funcional dos dois hemisférios cerebrais. ”
A lateralidade, está ligada ao
desenvolvimento corporal e cerebral. O lado predominante corporal se desenvolve
em função do hemisfério cerebral que irá predominar, o movimento de um dos
lados com destreza, irá determinar se a pessoa é “destra ou canhota”, ou ainda
“bilateral”, onde utiliza os dois lados com destreza. Toda atividade motora é
controlada por um hemisfério cerebral, considerado “dominante”. De acordo com
Cauduro (2002), o lado esquerdo do cérebro (hemisfério esquerdo), controla o
lado direito corporal, e o lado direito do cérebro (hemisfério direito),
controla o lado esquerdo corporal. “Dominância lateral é a expressão de uma
repartição das funções nos dois hemisférios cerebrais (se a pessoa é destra o
canhota), portanto é neurológica” (CAUDURO 2002, p.88)
Segundo Cauduro (2002, p. 62),
A laterização,
como resultado da integração bilateral postural do corpo, é peculiar no ser
humano e está implicitamente relacionada com a evolução e utilização dos
instrumentos (motricidade instrumental - psicomotricidade), isto é, com
integrações sensoriais complexas e com aquisições motoras unilaterais muito
especializadas, dinâmicas e de origem social.
Segundo Cauduro (2002), a lateralidade
começa a surgir no primeiro ano de vida do bebê, mas só se defini e estabiliza
aos 4-5 anos de idade, mas pode se protelar até os 9 anos de idade sendo
normal, muitas crianças passam pela ambilateralidade antes de obterem a sua
lateralização definida com direita ou esquerda. A autora ainda nos fala que:
No nascimento, os
dois hemisférios são equipotenciais funcionalmente (não-anatomicamente), como
provam os estudos de crianças com lesão no hemisfério esquerdo que,
posteriormente, desenvolvem a linguagem no direito, fenômeno este menos
observável num cérebro maduro (maturação). (CAUDURO 2002, p. 62)
Segundo Negrine
(1987, p. 32),
A lateralidade é uma variável do
comportamento psicomotor da criança que apresenta uma série de implicações de
ordem neurológica, biológica e pedagógica.
A lateralidade corporal se refere
ao espaço interno do indivíduo, capacitando-o a utilizar um lado do corpo com
maior desembaraço do que o outro, em atividades que requeiram habilidades,
caracterizando-se por uma assimetria funcional.
A lateralidade corporal deve ser
estudada e diagnosticada em relação ao corpo como um todo, quer dizer,
considerada quanto ao uso da mão, do pé e do olho.
Cauduro (2002, p. 89) vai nos falar que: “O
conhecimento “esquerda-direita” decorre da noção de direção. É a generalização
da percepção do eixo corporal a tudo que cerca a criança; esse conhecimento
será mais facilmente aprendido quanto mais homogênea for a lateralidade da
criança. ” a autora continua.
Com efeito se a criança percebe
que trabalha naturalmente “com aquela mão”, guardará sem dificuldades que
“aquela mão é a esquerda ou direita”. Caso haja hesitação na escolha da mão
(indefinição neurológica) a noção de esquerda-direita não poderá firmar-se com
segurança. Da mesma forma, em caso de lateralidade cruzada, a criança
confundirá facilmente os termos esquerda e direita, por ser ora mais forte o
lado direito (por exemplo, o pé), ora mais forte o lado esquerdo (a mão). (p.
89)
Cauduro (2002) nos dá algumas sugestões de
exercícios que podemos fazer para identificar a lateralidade do nosso aluno:
1. Pedimos, ao aluno, que
percorra um trajeto com um pé. O lado escolhido para o trajeto é, muitas vezes,
o lado dominante.
2. Convidamos o aluno para
chutar a bola. O pé escolhido para o chute é o dominante.
3. Solicitamos que o aluno
desenhe, com o pé, um quadrado ou círculo. O pé escolhido é o dominante.
4. Pedimos, ao aluno, que faça
diversos gestos do dia-a-dia e observamos qual será a mão mais utilizada.
5. Pedimos, ao aluno, para
lançar a bola dentro de uma caixa. A mão escolhida será, na maioria das vezes,
a dominante.
6. Solicitamos que o aluno espie
em um buraco feito de papel. O olho escolhido será o dominante.
7. Pedimos, ao aluno, para
apontar objetos na sala de aula ou numa exposição. A mão utilizada será a
dominante.
Aconselhamos que, antes de saber com certeza se o aluno (a)
está lateralizado (a), não devemos usar os dois lados do corpo e sim, deixar as
atividades livres para que ele escolha seu lado de preferência.
(CAUDURO 2002, p. 89)
Cauduro
(2002) ainda nos fala que, para que ocorra afirmação da dominância lateral por
parte da criança, é preciso que o próprio indivíduo perceba as direções que o
seu corpo toma, quando está desenvolvendo uma atividade. E nos avisa que não
podemos confundir a dominância lateral com o conhecimento dos termos “direita e
esquerda”.
A
lateralidade o elemento que está em relação e orientação com o
mundo externo e interno do indivíduo, onde Cauduro (2002, p. 88) nos afirma: “
a lateralidade está ligada ao espaço interno do indivíduo (relação espacial com
ele mesmo), a sua dominância lateral enquanto que, a direcionalidade está
ligada ao espaço externo que cerca o indivíduo. ”
Em resumo Cauduro (2002, p. 88) nos afirma que “A
lateralidade representa o predomínio normal de um lado do corpo. A lateralidade
é importante para a criança por construir a base da orientação espacial e de
coordenação geral. ”
Em relação a
lateralização dos indivíduos, podemos observar, três tipos de lateralidade:
·
Ambidestra
– é hábil dos dois lados, tanto o esquerdo quanto do direito.
·
Lateralidade
Homogênea – dominância canhota ou destra sobre o corpo, se sobressai, entre
os pés, mãos, olhos e ouvidos.
·
Lateralidade
Cruzada – quando a pessoa é canhota da mão, destra do pé, do ouvido e olho
= vice-versa.
Problemas de lateralidade e
aprendizagem, resultam em três disfunções: Dislexia, Distorgrafia,
Discalculia. Vamos explicar cada uma desses problemas de aprendizagens:
- Dislexia: segundo o DSM-V (2014, p. 67), é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades de aprendizagem caracterizado por problemas no reconhecimento preciso ou fluente de palavras, problemas de decodificação e dificuldades de ortografia.
- Disortografia: segundo o DSM-V (2014, p. 67) Com prejuízo na expressão escrita: Precisão na ortografia / Precisão na gramática e na pontuação / Clareza ou organização da expressão escrita.
- Discalculia: segundo o DSM-V (2014, p. 67), é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades caracterizado por problemas no processamento de informações numéricas, aprendizagem de fatos aritméticos e realização de cálculos precisos ou fluentes.
REFERÊNCIAS
CAUDURO,
Maria Teresa. Motor... motricidade... psicomotricidade... como entender? / Novo
Hamburgo : Feevale, 2002
Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso eletrônico]: DSM-5 [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Correa
Nascimento... et. Al.]; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli. 5 ed.-
Porto Alegre : Artmed. 2014. Disponível em: https://aempreendedora.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Manual-Diagn%C3%B3stico-e-Estat%C3%ADstico-de-Transtornos-Mentais-DSM-5.pdf Acesso em: 04 de nov. 2018.
NEGRINI,
Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987
Assinar:
Postagens (Atom)

