quinta-feira, 20 de junho de 2019

A ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL


A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, sendo um direito de toda a criança, a partir dos 4 anos de idade é obrigatório que toda criança seja matriculada na escola, segundo a “Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) à Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009, que torna obrigatória a oferta gratuita de educação básica a partir dos 4 anos de idade”.[1]
A escola é uma instituição social, onde ocorrem processos indissociáveis os quais podemos destacar o cuidar, o educar, o desenvolvimento cognitivo e psicomotor, tendo como objetivo o desenvolvimento integral da criança, juntamente com a colaboração de uma família ativa e participativa em todo o processo de desenvolvimento.
A escola deve proporcionar um espaço diversificado para a socialização das crianças, com atividades intelectuais, artísticas, lúdicas, cognitivas e psicomotoras, visando sempre a construção do conhecimento, que se dá na participação ativa de todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, tais como: pais, professores, alunos e demais funcionários da escola.
A escola deve ser estruturada considerando o desenvolvimento da faixa etária, respeitando o tempo de aprendizagem de cada um, numa rotina flexível onde o brincar e o lúdico se fazem presentes na sua rotina escolar. A escola se constitui em um ambiente acolhedor, seguro, prazeroso, com espaços e mobiliários adequados, com diversos estímulos, visando o desenvolvimento de todas as potencialidades da criança assim como os valores éticos e morais.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

HQs na sala de aula, uma ferramenta a ser utilizada.




As HQs são uma forma de linguagem acessível e que cativa o aluno, elas podem ser um dos meios pelo qual o processo de ensino-aprendizagem do educando se dá. A sua utilização enriquecera muito o desenvolvimento dos educandos em diversas áreas do conhecimento e na questão da leitura, pois são uma fonte rica em conteúdos podendo proporcionar atividades leves e prazerosas, que ajudam a explorar a criatividade e a imaginação dos alunos, o que ocasionalmente prenderia mais sua atenção e despertar o seu interesse em ler e aprender...


Confira o texto completo através do site: https://cultdecultura.wordpress.com/publicacoes/
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Coordenação Psicomotora segundo Negrine




Segundo Negrine (1987, p. 38),
O termo coordenação pode ser abordado num sentido lato ou estrito. No sentido lato, refere-se a todo sincronismo de movimentos realizados pelo corpo com o objetivo de manter o indivíduo num estado de ajustamento funcional. No sentido estrito, a coordenação é vista como valência física e, neste caso, representa uma multiplicidade das mais variadas habilidades corporais.
Quando nos referimos à coordenação psicomotora como valência física, devemos especificara que habilidades motoras estamos nos referindo, para se evitar de cair na generalização, que dificultará o seu entendimento.
É muito comum as pessoas usarem de forma generalizada a expressão “coordenação”, dizendo que tal pessoa não tem coordenação motora, Negrine (1987, p. 40), vai nos falar que a
“coordenação psicomotora de cada indivíduo é resultante do desenvolvimento de habilidades que ele adquire na relação espontânea de seu corpo com o mundo dos objetos e com o mundo dos demais. Por outro lado, também é resultante das aprendizagens adquiridas através do treino de habilidades, em que a escola e, mais especificamente, as práticas educativas, tem um valor muito significativo.”
Por isso é importante promover estímulos aos educandos, para que possam se desenvolver deforma integral, segundo Negrine (1987, p. 40) “Toda experiência vivida corporalmente vai constituindo um encadeamento de aprendizagens que são computadorizadas ao nível cerebral, em que cada nova aprendizagem serve de pré-requisito para outras similares ou mais complexas.” O autor continua, e explica que, “As aprendizagens psicomotoras são representadas, do ponto de vista educacional, como o ato de fazer, mas a execução de um gesto qualquer apresenta um componente cognitivo anterior, e é esse componente que vai facilitar, ou não, a execução deste novo gesto.”
A coordenação psicomotora, no nosso entender, de um lado se estrutura em função da maturação neurobiológica progressiva, onde os órgãos sensoriais desempenham um papel importante. De outro lado, ela está ligada à experiência corporal vivida pelo indivíduo. (NEGRINE 1987, p. 38)
Segundo Negrine (1987, p. 40),

O corpo é um instrumento do psíquico, que com este coabita e se integra numa fusão inseparável. Nossa visão pedagógica da coordenação psicomotora começa no momento em que a consideramos como sendo resultado desta fusão, sendo sua manifestação funcional e expressiva determinada pelo desenvolvimento progressivo de habilidades, onde os fatos ambientais representam o papel mais importante.

REFERÊNCIA
NEGRINI, Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987

Psicomotricidade Relacional


A Psicomotricidade Relacional tem seu foco voltado para o desenvolvimento do ser humano, em suas dimensões afetivas, psicossociais e cognitivas, ressaltando as suas vivencias e experiências. Buscando compreender por meio da observação a comunicação corporal estabelecida na sessão de psicomotricidade relacional, segundo Negrine (1995, p. 109), nos fala que a psicomotricidade significa pensar que mais importante que a criança “saber fazer” ou “saber fazer bem” alguma coisa é a “tentativa de fazer”; e mais, é a oportunidade de vivenciar diferentes experiências. O autor nos fala em outra obra (1987, p. 43) que, as habilidades que uma criança apresenta são resultados das impressões corporais que ela adquire através das vivências que experimenta, seja através de exercício, seja através de jogo. A psicomotricidade relacional se caracteriza em desenvolver o ser humano por meio de sessões de jogos espontâneos, fazendo uma análise do desenvolvimento psicomotor, com o objetivo de proporcionar um amplo desenvolvimento de acordo com as necessidades dos indivíduos em atendimento.
De acordo com Negrine (1995) a educação psicomotora pode ser compreendida como uma técnica:
A educação psicomotora é uma técnica, que através de exercícios e jogos adequados a cada faixa etária leva a criança ao desenvolvimento global de ser. Devendo estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, respeitando as diferenças individuais (o ser é único, diferenciado e especial) e levando a autonomia do indivíduo como lugar de percepção, expressão e criação em todo seu potencial. (p. 15).

Diante da interação da criança com o meio social em que convive, Negrine (1995, p. 23), nos fala que : A criança, por meio da observação, imitação e experimentação das instruções recebidas de pessoas mais experientes, vivencia diversas experiências físicas e culturais, construindo, dessa forma, o conhecimento a respeito do mundo que a cerca.



REFERÊNCIA
NEGRINI, Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­_______. Aprendizagem e desenvolvimento infantil: psicomotricidade: alternativas pedagógicas. Porto alegre: Prodil, 1995.

Equilíbrio Corporal


O equilíbrio corporal, é de extrema para o desenvolvimento da criança, pois, é uma habilidade que provoca instabilidade e/ou estabilidade no movimento, mas para realizar tais movimentos de equilíbrio é preciso que o corpo e a coordenação motora junto com a orientação espacial estejam em um bom desenvolvimento, para que a criança possa então, conseguir se equilibrar. O equilíbrio é uma das funções do sistema de controle postural que recebe influências diretas e indiretas dos sistemas de musculo e esqueléticos. 
Segundo Thompson (2011, p. 82)

O equilíbrio, ligado diretamente à atividade tônica, constitui um delicado e complexo sistema alimentado por dados cerebelares, visuais, labirínticos e proprioceptivos, integrados no tronco cerebral e cerebelo. Se esses aspectos interagem adequadamente, o corpo é capaz de organizar e reorganizar constantemente o equilíbrio; caso contrário, ocorrerá bastante insegurança gravitacional tanto em atividades estáticas quanto dinâmicas.
Segundo Negrine (1987, p.67), entendemos que o equilíbrio constitui uma valência física com características próprias. Podemos destacar três tipos de equilíbrio:
  • Equilíbrio estático: repouso, quando está parado, inerte ao movimento;
  • Equilíbrio dinâmico: movimentos retilíneos e uniformes, este equilíbrio se subdivide em: estável, indiferente e instável.
  • estável, pequeno deslocamento e retorno à posição inicial.
  • indiferente, permanece em equilíbrio mesmo se deslocando para uma nova posição.
  • instável, sai da posição de equilíbrio, e se desequilibra da posição inicial.
O equilíbrio se defini então, como a habilidade de sustentação do corpo, em sua postura ereta, o corpo é capaz de controlar e de se moldar a diversas posturas para se deslocar de um ponto a outro com, rapidez e/ou lentidão, mas sempre com precisão em seus movimentos. Portanto, é por  meio do equilíbrio que o ser humano consegue se manter de pé, andar, correr, pular e movimentar, juntamente com as articulações dos membros inferiores e superiores.
Segundo Vayer (1982),
as atividades que favorecem o equilíbrio corporal são, paralelamente, uma educação do esquema corporal e uma investigação diante da realidade dos objetos. Elas implicam reflexão sobre si mesmo e a coordenação das ações num controle postural que não se pode desenvolver, organiza-se, estrutura-se, senão através da ação vivida. (p. 127)


REFERÊNCIAS
NEGRINI, Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987
THOMPSON, Rita. Psicomotricidade. Neurociências e desenvolvimento cognitivo. 2°ed. Heber Maia (org.) – Rio de Janeiro: Wak Editora, 2011. (p. 77 a 84.)
VAYER, Pierre. A criança diante do mundo. Trad. De Maria Aparecida Pabst. Porto Alegre, Artes Médicas, 1982.

O Desenvolvimento da Lateralidade!




Lateralidade é a capacidade motora de percepção integrada de ambos os lados corporais, o direito e o esquerdo. Segundo Cauduro (2002, p. 62), nos fala que “(psicomotricidade) emerge do papel da lateralização funcional dos dois hemisférios cerebrais. ”
A lateralidade, está ligada ao desenvolvimento corporal e cerebral. O lado predominante corporal se desenvolve em função do hemisfério cerebral que irá predominar, o movimento de um dos lados com destreza, irá determinar se a pessoa é “destra ou canhota”, ou ainda “bilateral”, onde utiliza os dois lados com destreza. Toda atividade motora é controlada por um hemisfério cerebral, considerado “dominante”. De acordo com Cauduro (2002), o lado esquerdo do cérebro (hemisfério esquerdo), controla o lado direito corporal, e o lado direito do cérebro (hemisfério direito), controla o lado esquerdo corporal. “Dominância lateral é a expressão de uma repartição das funções nos dois hemisférios cerebrais (se a pessoa é destra o canhota), portanto é neurológica” (CAUDURO 2002, p.88)
Segundo Cauduro (2002, p. 62),
A laterização, como resultado da integração bilateral postural do corpo, é peculiar no ser humano e está implicitamente relacionada com a evolução e utilização dos instrumentos (motricidade instrumental - psicomotricidade), isto é, com integrações sensoriais complexas e com aquisições motoras unilaterais muito especializadas, dinâmicas e de origem social.
Segundo Cauduro (2002), a lateralidade começa a surgir no primeiro ano de vida do bebê, mas só se defini e estabiliza aos 4-5 anos de idade, mas pode se protelar até os 9 anos de idade sendo normal, muitas crianças passam pela ambilateralidade antes de obterem a sua lateralização definida com direita ou esquerda. A autora ainda nos fala que:
No nascimento, os dois hemisférios são equipotenciais funcionalmente (não-anatomicamente), como provam os estudos de crianças com lesão no hemisfério esquerdo que, posteriormente, desenvolvem a linguagem no direito, fenômeno este menos observável num cérebro maduro (maturação). (CAUDURO 2002, p. 62)
Segundo Negrine (1987, p. 32),
A lateralidade é uma variável do comportamento psicomotor da criança que apresenta uma série de implicações de ordem neurológica, biológica e pedagógica.
A lateralidade corporal se refere ao espaço interno do indivíduo, capacitando-o a utilizar um lado do corpo com maior desembaraço do que o outro, em atividades que requeiram habilidades, caracterizando-se por uma assimetria funcional.
A lateralidade corporal deve ser estudada e diagnosticada em relação ao corpo como um todo, quer dizer, considerada quanto ao uso da mão, do pé e do olho.
Cauduro (2002, p. 89) vai nos falar que: “O conhecimento “esquerda-direita” decorre da noção de direção. É a generalização da percepção do eixo corporal a tudo que cerca a criança; esse conhecimento será mais facilmente aprendido quanto mais homogênea for a lateralidade da criança. ” a autora continua.
Com efeito se a criança percebe que trabalha naturalmente “com aquela mão”, guardará sem dificuldades que “aquela mão é a esquerda ou direita”. Caso haja hesitação na escolha da mão (indefinição neurológica) a noção de esquerda-direita não poderá firmar-se com segurança. Da mesma forma, em caso de lateralidade cruzada, a criança confundirá facilmente os termos esquerda e direita, por ser ora mais forte o lado direito (por exemplo, o pé), ora mais forte o lado esquerdo (a mão). (p. 89)
Cauduro (2002) nos dá algumas sugestões de exercícios que podemos fazer para identificar a lateralidade do nosso aluno:
1.      Pedimos, ao aluno, que percorra um trajeto com um pé. O lado escolhido para o trajeto é, muitas vezes, o lado dominante.
2.      Convidamos o aluno para chutar a bola. O pé escolhido para o chute é o dominante.
3.      Solicitamos que o aluno desenhe, com o pé, um quadrado ou círculo. O pé escolhido é o dominante.
4.      Pedimos, ao aluno, que faça diversos gestos do dia-a-dia e observamos qual será a mão mais utilizada.
5.      Pedimos, ao aluno, para lançar a bola dentro de uma caixa. A mão escolhida será, na maioria das vezes, a dominante.
6.      Solicitamos que o aluno espie em um buraco feito de papel. O olho escolhido será o dominante.
7.      Pedimos, ao aluno, para apontar objetos na sala de aula ou numa exposição. A mão utilizada será a dominante.
Aconselhamos que, antes de saber com certeza se o aluno (a) está lateralizado (a), não devemos usar os dois lados do corpo e sim, deixar as atividades livres para que ele escolha seu lado de preferência.  (CAUDURO 2002, p. 89)
Cauduro (2002) ainda nos fala que, para que ocorra afirmação da dominância lateral por parte da criança, é preciso que o próprio indivíduo perceba as direções que o seu corpo toma, quando está desenvolvendo uma atividade. E nos avisa que não podemos confundir a dominância lateral com o conhecimento dos termos “direita e esquerda”.
A lateralidade o elemento que está em relação e orientação com o mundo externo e interno do indivíduo, onde Cauduro (2002, p. 88) nos afirma: “ a lateralidade está ligada ao espaço interno do indivíduo (relação espacial com ele mesmo), a sua dominância lateral enquanto que, a direcionalidade está ligada ao espaço externo que cerca o indivíduo. ”
Em resumo Cauduro (2002, p. 88) nos afirma que “A lateralidade representa o predomínio normal de um lado do corpo. A lateralidade é importante para a criança por construir a base da orientação espacial e de coordenação geral. ”
Em relação a lateralização dos indivíduos, podemos observar, três tipos de lateralidade:
·         Ambidestra – é hábil dos dois lados, tanto o esquerdo quanto do direito.
·         Lateralidade Homogênea – dominância canhota ou destra sobre o corpo, se sobressai, entre os pés, mãos, olhos e ouvidos.
·         Lateralidade Cruzada – quando a pessoa é canhota da mão, destra do pé, do ouvido e olho = vice-versa.
Problemas de lateralidade e aprendizagem, resultam em três disfunções: Dislexia, Distorgrafia, Discalculia. Vamos explicar cada uma desses problemas de aprendizagens:

  • Dislexia: segundo o DSM-V (2014, p. 67), é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades de aprendizagem caracterizado por problemas no reconhecimento preciso ou fluente de palavras, problemas de decodificação e dificuldades de ortografia.
  • Disortografia: segundo o DSM-V (2014, p. 67) Com prejuízo na expressão escrita: Precisão na ortografia / Precisão na gramática e na pontuação / Clareza ou organização da expressão escrita.
  • Discalculia: segundo o DSM-V (2014, p. 67), é um termo alternativo usado em referência a um padrão de dificuldades caracterizado por problemas no processamento de informações numéricas, aprendizagem de fatos aritméticos e realização de cálculos precisos ou fluentes.



REFERÊNCIAS
CAUDURO, Maria Teresa. Motor... motricidade... psicomotricidade... como entender? / Novo Hamburgo : Feevale, 2002
Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso eletrônico]: DSM-5 [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Correa Nascimento... et. Al.]; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli. 5 ed.- Porto Alegre : Artmed. 2014. Disponível em: https://aempreendedora.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Manual-Diagn%C3%B3stico-e-Estat%C3%ADstico-de-Transtornos-Mentais-DSM-5.pdf Acesso em: 04 de nov. 2018.
NEGRINI, Airton. A coordenação psicomotora e suas implicações. Porto Alegre, 1987