sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O Cesto dos Tesouros!



O cesto dos tesouros foi desenvolvido por uma educadora Inglesa Elinor Goldschimied, essa proposta tem por objetivo promover a aprendizagem dos bebês através de diferentes estímulos e sentidos, por meio de objetos naturais, papelão, madeira, metal, couro e diversos tipos de texturas que o bebê pode manipular e experimentar coisas novas além do tradicional brinquedo estruturado, segundo Goldschimied e Jackson (2006), o cesto de tesouros agrupa uma rica variedade de objetos que estão no cotidianos, as autoras nos falam ainda que: “o uso do cesto de tesouros consiste em uma maneira de assegurar a riqueza das experiências do bebê em um momento em que o cérebro está pronto para receber, fazer conexões e assim utilizar essas informações. (GOLDSCHMIED E JACKSON 2006, p. 114)”  
Os materiais selecionados para compor o cesto dos tesouros segundo as autoras Goldschmied e Jackson (2006) foram escolhidos a partir de falas de famílias que relataram que por vezes os seus filhos preferiam e se fascinavam em brincar com portas de armários, panelas, caixas de sapato, chaves de carro e casa, o que podemos observar em nosso cotidiano dentro da escola e em contato com as crianças em nossa volta, muitas vezes elas preferem brincar com objetos que para nós adultos não fazem muito sentido ou que não seria a nossa preferência de brincadeira, mas para eles um simples rolo de papel higiênico pode ser transformar em mil e um coisas diferentes.
O cesto dos tesouros pode ser oferecido aos bebês que já conseguem sentar sozinhos sempre com a supervisão de um responsável, mas esse responsável tem que estar ciente que não poderá interferir nas brincadeiras desenvolvidas pelo bebê, pois irá surgir desafios em que o bebê tem que tentar resolver sozinho. Segundo as autoras Goldschmied e Jackson (2006, p.116) “A atenção concentrada dos bebês pode durar até uma hora ou mais. Há dois fatores [...] há curiosidade da criança, que a variedade de objetos elícita, e sua vontade de praticar sua crescente habilidade de tomar posse, por sua própria vontade, daquilo que é novo, atraente e próximo. ”

Referência:
GOLDSCHMIED, Elinor. JACKSON, Sonia. Educação de 0 a 3 anos : o atendimento em creche / tradução Marlon Xavier. – 2. Ed. – Porto Alegre : Artmed, 2006

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