A Psicomotricidade da criança se
desenvolve por meio dos estímulos que o ambiente a sua volta irá lhe
proporcionar, pois esse ambiente está diretamente ligado ao seu desenvolvimento
psicomotor, cognitivo e intelectual, pois é vivenciando e experimentando, que o
indivíduo se desenvolve. Segundo Thompson (2011 p. 77), “a motricidade não é um
fenômeno secundário para o processo de cognição, mas sim uma ferramenta fundamental
para sua expressão, pois os movimentos irão se transformar em comportamentos
que serão enraizados no cérebro. ”
É importante lembrar do “erro”
construtivo, que esse “erro” pode se transformar em aprendizagem, como nos fala
Cauduro (2002), que salienta o fato do “erro”. "A criança deve “errar” os gestos motores
(fazer e compreender de Piaget) pois, assim, ela irá gradativamente e
neurologicamente construir sua aprendizagem motora. É preciso errar para
acertar. O tempo de maturação neurológica é essencial. ( CAUDURO, 2002, p. 80)
Precisamos ajudar o indivíduo a compreender as suas ações. “ As crianças só poderão ter um pleno domínio motor quando assimiladas, neurologicamente falando, todas as habilidades motoras – juntamente com o afetivo, cognitivo e o social em harmonia. ” (CAUDURO 2002, p. 80)
Precisamos ajudar o indivíduo a compreender as suas ações. “ As crianças só poderão ter um pleno domínio motor quando assimiladas, neurologicamente falando, todas as habilidades motoras – juntamente com o afetivo, cognitivo e o social em harmonia. ” (CAUDURO 2002, p. 80)
Acreditamos que o conhecimento se constrói
a partir da ação, da interação e da experimentação, e por este motivo, nós
enquanto professoras somos responsáveis por possibilitar os estímulos
necessários para que isso ocorra, conforme a afirmação que Becker (2012) faz:
...o conhecimento não é dado nem nos
objetos ou meio físico (empirismo) nem na bagagem hereditária (apriorismo). O
conhecimento resulta de construções. O sujeito age espontaneamente- isto é,
independentemente de ensino, mas não independentemente dos estímulos sociais -,
com os esquemas ou estruturas que já construiu, sobre o meio físico ou social.
(p. 116).
REFERÊNCIA
BECKER, Fernando. Educação e construção do
conhecimento / 2.ed. – Porto Alegre: Penso, 2012. CAUDURO, Maria Teresa.
Motor... motricidade... psicomotricidade... como entender? / Novo Hamburgo :
Feevale, 2002 "descontraída", in Dicionário Priberam da Língua
Portuguesa [em linha], 2008- 2013, disponível em:
https://dicionario.priberam.org/descontra%C3%ADda Acesso em: 08 de nov. 2018.
THOMPSON, Rita. Psicomotricidade. Neurociências e
desenvolvimento cognitivo. 2°ed. Heber Maia (org.) – Rio de Janeiro: Wak
Editora, 2011. (p. 77 a 84.)

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